sexta-feira, 30 de julho de 2010

Olhares


Meus olhos foram feitos assim...
Eles vêem melhor o que sentem
Desta forma, por vezes,
O que para muitos é o começo,
Nos meus olhos pode ser o fim...
Sensação diferente esta certeza
Sim, diferente!
O que não me faz melhor nem pior
Sensação forte com ardor
Sensação que também causa dor!
Meus olhos procuram ao redor
E eu sinto, não estou só
Mas como é difícil encontrá-los!
Meus olhos foram feitos assim...
Porque enxergo o que se apresenta
Através desse sopro que vem do peito
Poesia, poesia!
Pulsa do meu jeito!
Incomensurável sentimento que em mim se desvanece
Incomensurável desejo que a mim só fortalece!
E me convida a ser quem sou
Redescobrindo que existo por mim.
A minha crença recusa a blasfêmia
E eu grito sem que necessite ser ouvida
O meu grito é mudo.
Ecoa nos ares, produz energia!
Meu grito é um não.
Segura de mim,
Eu não vivo em vão...
Vibro, sofro, amo, canto...
Feliz eu digo,
Feliz eu sinto,
Feliz eu sou!
Trago fumaça,
Lá estão as cinzas
Afrouxo as mordaças
É o tempo que passa...
É o tempo que chega
Papel em branco
Ouvindo o ditado do meu coração.
Fé, desejo, oração.
Vida, eu te quero sempre mais.
E podes ser como for...
Eu só não posso viver sem amor
Meus olhos foram feitos assim...
























Por Fátima Brunet/junho 2009

terça-feira, 27 de julho de 2010