sábado, 21 de agosto de 2010

O Ser Só


Viver um amor com a máxima plenitude
É procurar na alma os sorrisos
Daquele detalhe amiúde
De tudo que faz diferença
E entender que se ama
Que se deseja a presença
Que não se esquece à distância
Viver um amor com a máxima plenitude
Também é saber que o choro não acontece
A menos que este amor esteja triste
Desta forma sim, ele merece
Viver um amor com a máxima plenitude
É acima de tudo ter a certeza
Que ele nos doa a beleza
Do que lhe é verdadeiro
Inspirando mais amor e
Fazendo de dois um inteiro
Mas caso nada disso aconteça
Viver um amor com a máxima plenitude
Pode ser o ser só com prazer e
Viver em paz por só ser
Neste caso o coração não se engana
E nunca se apaga a chama
Esse amor cicatriza e reinventa
Recomeça e cai em si
Simplesmente acontece...não tenta
É intrínseco e indispensável
Eu penso assim
Vivendo o que vier
Amando por mim
Amando pra mim
Segura de que
Esse, nunca tem fim...
Fátima Brunet/julho de 2008

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nuances Oníricas e SER...


SER, tenho aprendido,não é apenas existir como pessoa

SER, é estar sempre buscando a própria essência

Em cada momento de vida

E saber que esta busca gera clemência

Que faz transbordar a alma, purificando-a

Descobrindo que nossos corpos são instrumentos de nossos universos

E assim poder transcender a todo instante

Cientes de que podemos crescer infinitamente

É nesse mistério que nosso espírito reside

E nos liberta da própria mente...

Assim, nada pode ser mais gratificante

Do que buscar nossa verdade no bem

Ter a pureza de confiar, mesmo que você descubra que foi traído

Ter a certeza de que fez o melhor

Mesmo que, sem explicação, receba o pior

E, de repente, você se vê sorrindo

Feliz em SER...

Apesar de todos os motivos para chorar,

Apesar das perdas irreparáveis,

Apesar das impotências,

Apesar das crueldades

Encontrando em si e não no mundo...

Todas as respostas

E ao encontrá-las viver aprimorando-as

Indo ao encontro da paz

A paz que não dá espaço a sentimentos medíocres

A paz que faz a gente entender que

Apesar da vida muito nos fazer sofrer

A felicidade está, de fato, em saber viver

E saber viver não está em só ter

Saber viver é descobrir a si mesmo

Na simplicidade de SER...







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domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos Pais



Pai Haroldo,
Escrevo em vermelho porque vermelho é a cor do amor e, nada mais nesse mundo pode expressar o sentimento tão forte que sempre nutri por você, se não o amor no sentido mais grandioso da palavra. Digo isso porque na minha concepção, amar é, entre outras coisas, admirar, mas é através da admiração que aprimoramos nossos valores. Digo isso também, porque amar nos ensina a viver, amadurece.Esse amadurecimento se dá não só pelos exemplos a serem seguidos como também através das situações que vivemos por causa deste amor. Quando, de fato, amamos alguém somos mais perseverantes, mais corajosos, mais fortes. O amor, não é um sentimento piegas como, às vezes, alguns querem classificar. Ao contrário, quanto mais amamos , mais evoluimos nossa alma, mais crescemos espiritualmente, mais tomamos conta da nossa própria consciência, mais nos tornamos nós mesmos, mais passamos a ver nas outras situações, onde não há amor, que não deve existir espaço para o ódio, o rancor, a mágoa. Ele nos mostra o caminho para, no dia a dia, combatermos esses sentimentos e também, nos faz perceber que temos o compromisso de tentar entender o próximo que não nos faz feliz, mas não temos a obrigação de aceitar o que, ou quem não nos faz feliz. O amor, pra mim, é o maior ponto de partida para uma vida que realmente faça sentido porque deste mundo só isso levaremos no final de tudo.
Obrigada meu pai por tudo o que você sempre fez por mim. Obrigada também por tudo o que você me deu porque achava que eu merecia e eu merecia e mereço mesmo. Obrigada principalmente por eu ter orgulho de ser quem sou, apesar dos meus defeitos, porque foi através desse amor que eu dediquei e sempre dedicarei a você, grandioso, incomensurável e também através do amor que eu recebi de você nesta troca tão bonita que, hoje, eu posso dizer com toda a segurança que, EU ME AMO e para sempre vou te amar meu pai Haroldo, meu paizinho querido, meu lindinho, meu lindinho, meu lindinho!
Que nós estejamos sempre com Deus, seguindo seus caminhos porque só ele sabe de todas as coisas!
Rio 08/08/2010
Fátima Brunet

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pessoas

Pessoas?
Como viver sem elas?
Ser um ermitão...
Viver só e sem ninguém no coração!
Se são tantas as alegrias recebidas
E da mesma forma imenso o aprendizado
Cada qual com sua história
E em cada história um legado
Assim, são inúmeras as trocas.
E diversos os prazeres
Prazeres amigos
Prazeres antigos...
Prazeres amantes
Em desejos infinitos...
Certos ou errantes
Pessoas?
Como viver com elas?
Ter que aceitar os predestinados como um irmão
Viver cercado de gente, viver em um turbilhão
Se são tantas as tristezas recebidas
E da mesma forma imenso o aprendizado
Onde as histórias se cofundem
Mas as almas não se tocam
E são muitos os desprazeres
E creiam são como inimigos
Inimigos antigos
Causando dissabores desgastantes
Menos certos, mais errantes
Nutrindo o desejo ardente de encontrar um fim
E nessas horas, ah nessas horas...Não sinto saudades nem de mim
Pessoas
Pessoas que amo
Pessoas que amei
Também aquelas a quem deixei de amar
As que pensei que amava , mas me enganei
Pessoas que me amaram sem eu ter pra dar
E as que não me amaram, mas acreditei
E todas que de saudades chorei
Pessoas que eu gostaria de ter conhecido
E outras tantas que desejei
As que tive que deixar ir
E as que tenho que suportar, enfim...
Todas que contribuíram com o meu ser
Todas contribuirão com o meu vir a ser
Cada emoção despertada seja por um amor...
Seja por um conflito, não importa, nos faz crescer.
Por isso, pessoas, as que me fizeram e me fazem bem...
Da mesma forma as que tentam me fazer mal
Estou aqui "poetisando" feliz, feliz também no etc e tal.
Fátima Brunet/set2008



Sentido



Não se descobre o que não se procura

Não venham a mim dizer que eu sou o que são

Farelos de trigo jogados no chão

Músicas ao longe da festa fútil, convencional

Buraco, poeira, asneira, besteira

E tudo se torna cômodo, fácil, perfeitamente absolvido



Eu escuto o mesmo som, ele ecoa lambendo o ouvido

Descendo ao ventre, subindo ao peito

Sujeito no verbo, no

gosto imperfeito



E eu fico, eu paro e reparo

Nas costas do tempo

Sou fera, sou anjo

O resto arranjo

E minha é a certeza de abraçar

Todo este meu ser, ser quem sou

Exatamente assim

Na certeza de que a cegueira alheia,

Não faz parte de mim






Por Fátima Brunet Poema publicado em coletânea no ano 2000

domingo, 1 de agosto de 2010



Este poema e este desenho, no qual também utilizei recursos de computação gráfica pra dar esse efeito esfumaçado, eu fiz em homenagem a minha avó materna que faleceu em 1998.