quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Linguagem Invisível



Movimentos terrestres

Rotação

Translação


Movimentos pedestres

Rotação

Translação


O ir e vir não se resumem às caminhadas nas calçadas


Em tudo existem critérios


O futuro caminha ao seu lado


O passado volta na outra face do espelho


Reflexo do aprendizado




Fátima Brunet

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Repensando


Já pensei que o que eu pensava era um pensamento comum
Já pensei que o que eu pensava vinha antes ou depois do pensamento de algum
Hoje penso que o que eu penso não é tudo, mas é um
Parece complicado para quem não quer entender
Mas complicado mesmo é quem só pensa no que vê
  • Fátima Brunet/julho de 2000
Esta foto foi retirada da Internet. Desconheço o nome do fotógrafo e também quem fez o trabalho de computação gráfica na mesma.

domingo, 24 de outubro de 2010

Alitta Thaumaturgo Mendes de Moraes

Alitta

Alitta Thaumaturgo Mendes de Moraes
17/02/1888 24/10/1976

Saudades Vó, há 34 anos.

Além de linda, você foi uma grande matriarca.

Sua personalidade forte, sua lucidez, suas gargalhadas, suas lições, sua esperteza, sua força,sua dignidade e honestidade... Todas as suas qualidades, mesmo com o passar do tempo, são inesquecíveis e me servem sempre de exemplo. Obrigada!

Amo você!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sonhos e felicidade...


Muitos sonhos se esfumaçam com o tempo, mas a felicidade é muito mais do que um sonho realizado, do que o efêmero, do não sei o que comprado. A felicidade consiste na certeza de que, mesmo que a nossa realidade nos pareça totalmente diferente daquela que imaginamos um dia nada nos falta a não ser a proporção maior do melhor que ainda podemos vir a ser... infinitamente, divinamente, incomensuravelmente. Além disso, só as saudades do que foi bom viver, no mais é...Viver...

Presença, doação, entrega, amor, dever cumprido, mais amor... Vida sadia! Para amanhã não ser preciso dizer:"eu era feliz e não sabia"


Obs: Eu tinha 10 anos nesta foto. Já me disseram que meu olhar está cheio de esperanças. É... nesse ponto os anos não passaram porque elas, as esperanças, continuam aqui. Aliás, que palavra bonita! ESPERANÇA...


Fátima Brunet out/2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Deus, meus dois grandes amores, o amor e eu


Nasci de um ato, um ato de amor

De criança à mulher e semelhante a milhões

Oscilei e oscilo entre o preto e o branco,

Mas em síntese, com os pés fincados em fortes alicerces sinto-me segura.

Prossigo vivendo o desafio da minha existência

Espero o que vem, mergulhando na onda cristalina da essência futura

Colho tudo o que vivo, desintoxico e levo à boca faminta de minha alma

Atenta a cada momento, o que nesse instante me passa...

O que no seguinte se esvai...

Escamo as ideias e os ideais

Assim imagino ser o que ainda não sei se serei



Já não me importa que comam e bebam

Dos restos que larguei em gomos sugados

No fruto do tempo do meu próprio Tao

Permaneço com a ambição insaciável de desvendar mistérios

Bebo as emoções de cada descoberta

Sôfrega pelo distante porém real infinito

E me exijo ser o mais humana

E não desejo que a vontade finde

Assim não choro das ausências felizes

E só levo colheres vazias às privações

Dos impalpáveis sentimentos

Do que não se prova

Do que não se faz matéria.



Então percebo o fôlego

A esperança que pulsa vermelha

A ira transmutada em desejo de mim

Sedenta de reflexo, me reconheço

Sacio, preencho, transformo

Renasço



Reconto a história

Do ato de amor

Do quinteto

Da família

De um homem e de uma mulher




Sublinho as determinantes determinadas

À ela a saudade criança

A sobra da sombra de tudo de belo que poderia ter sido




Com eles o O positivo, a forma uterina

O vácuo frio nos peitos órfãos




Para ele, grande alicerce

Gratidão, amor, admiração

Ele, que com poucas palavras

Soube nutrir-me sobre o que é

Respeito, dignidade,

Disciplina, afeto

Superação e verdade



Então...

Hoje, com passos firmes, espano os resquícios

Com cheiro de ranso

Sobrevivida para o que vem

Vivida pelo que vai

Sem tudo, por tudo, contudo

Agradeço a Deus, a mim e aos meus pais.







Fátima Brunet/set99


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Léa Brunet Mendes de Moraes



Uma pessoa de luz, há anos, se foi desta terra

Imaginava que ela tinha se transformado em uma estrela,

Olhava para o céu, escolhia a mais brilhante e com ela conversava

Hoje sinto-a mais perto do que nunca, apesar de tanto tempo passado

Fecho os olhos e não vejo mais uma estrela, embora sua luz continue resplandecente

Vejo-a sim linda como uma princesa

Sorrindo pra mim, feliz com certeza!







Foto de Léa Brunet, minha querida mãe, colorida por mim em outubro de 2010.




quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Concluí


Você já teve tantos olhares,
Já veio de tantos lugares
Contou histórias,
Riu e chorou de suas memórias

Atuou em tantas profissões
Por prazeres e obrigações

Seus cabelos mudaram de cor,
De tamanho, de textura
Já foi mestiço e raça pura

Calmo e inconsequente
Atuante e insolente

Quantas faces!
Quantos perfis!
Quantos gostos e aversões!
Quantos marasmos e diversões!

Foi narciso, egocêntrico, sarado
A mercê do tempo e também largado.

Falou gírias, falou sério
Galante, extrovertido
Cheio de mistério

De todas estas formas eu te amei
Enquanto os amava e...

Continuo te amando
Sem sofrer a ausência de quem já se foi
Isso porque, apesar de não saber se vou te encontrar
Concluí a cada partida,
Que nenhum deles era você
Amor da minha vida!


Fátima Brunet/novembro2007

domingo, 5 de setembro de 2010


Hoje é dia 05 de setembro
Alguém especial nasceu...
Rico em espírito e generoso
Organizado e amoroso
Leal, bonito e charmoso
De mim ele terá eterno amor
Onde estiver e pra onde eu for!

sábado, 21 de agosto de 2010

O Ser Só


Viver um amor com a máxima plenitude
É procurar na alma os sorrisos
Daquele detalhe amiúde
De tudo que faz diferença
E entender que se ama
Que se deseja a presença
Que não se esquece à distância
Viver um amor com a máxima plenitude
Também é saber que o choro não acontece
A menos que este amor esteja triste
Desta forma sim, ele merece
Viver um amor com a máxima plenitude
É acima de tudo ter a certeza
Que ele nos doa a beleza
Do que lhe é verdadeiro
Inspirando mais amor e
Fazendo de dois um inteiro
Mas caso nada disso aconteça
Viver um amor com a máxima plenitude
Pode ser o ser só com prazer e
Viver em paz por só ser
Neste caso o coração não se engana
E nunca se apaga a chama
Esse amor cicatriza e reinventa
Recomeça e cai em si
Simplesmente acontece...não tenta
É intrínseco e indispensável
Eu penso assim
Vivendo o que vier
Amando por mim
Amando pra mim
Segura de que
Esse, nunca tem fim...
Fátima Brunet/julho de 2008

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nuances Oníricas e SER...


SER, tenho aprendido,não é apenas existir como pessoa

SER, é estar sempre buscando a própria essência

Em cada momento de vida

E saber que esta busca gera clemência

Que faz transbordar a alma, purificando-a

Descobrindo que nossos corpos são instrumentos de nossos universos

E assim poder transcender a todo instante

Cientes de que podemos crescer infinitamente

É nesse mistério que nosso espírito reside

E nos liberta da própria mente...

Assim, nada pode ser mais gratificante

Do que buscar nossa verdade no bem

Ter a pureza de confiar, mesmo que você descubra que foi traído

Ter a certeza de que fez o melhor

Mesmo que, sem explicação, receba o pior

E, de repente, você se vê sorrindo

Feliz em SER...

Apesar de todos os motivos para chorar,

Apesar das perdas irreparáveis,

Apesar das impotências,

Apesar das crueldades

Encontrando em si e não no mundo...

Todas as respostas

E ao encontrá-las viver aprimorando-as

Indo ao encontro da paz

A paz que não dá espaço a sentimentos medíocres

A paz que faz a gente entender que

Apesar da vida muito nos fazer sofrer

A felicidade está, de fato, em saber viver

E saber viver não está em só ter

Saber viver é descobrir a si mesmo

Na simplicidade de SER...







Posted by Picasa

domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos Pais



Pai Haroldo,
Escrevo em vermelho porque vermelho é a cor do amor e, nada mais nesse mundo pode expressar o sentimento tão forte que sempre nutri por você, se não o amor no sentido mais grandioso da palavra. Digo isso porque na minha concepção, amar é, entre outras coisas, admirar, mas é através da admiração que aprimoramos nossos valores. Digo isso também, porque amar nos ensina a viver, amadurece.Esse amadurecimento se dá não só pelos exemplos a serem seguidos como também através das situações que vivemos por causa deste amor. Quando, de fato, amamos alguém somos mais perseverantes, mais corajosos, mais fortes. O amor, não é um sentimento piegas como, às vezes, alguns querem classificar. Ao contrário, quanto mais amamos , mais evoluimos nossa alma, mais crescemos espiritualmente, mais tomamos conta da nossa própria consciência, mais nos tornamos nós mesmos, mais passamos a ver nas outras situações, onde não há amor, que não deve existir espaço para o ódio, o rancor, a mágoa. Ele nos mostra o caminho para, no dia a dia, combatermos esses sentimentos e também, nos faz perceber que temos o compromisso de tentar entender o próximo que não nos faz feliz, mas não temos a obrigação de aceitar o que, ou quem não nos faz feliz. O amor, pra mim, é o maior ponto de partida para uma vida que realmente faça sentido porque deste mundo só isso levaremos no final de tudo.
Obrigada meu pai por tudo o que você sempre fez por mim. Obrigada também por tudo o que você me deu porque achava que eu merecia e eu merecia e mereço mesmo. Obrigada principalmente por eu ter orgulho de ser quem sou, apesar dos meus defeitos, porque foi através desse amor que eu dediquei e sempre dedicarei a você, grandioso, incomensurável e também através do amor que eu recebi de você nesta troca tão bonita que, hoje, eu posso dizer com toda a segurança que, EU ME AMO e para sempre vou te amar meu pai Haroldo, meu paizinho querido, meu lindinho, meu lindinho, meu lindinho!
Que nós estejamos sempre com Deus, seguindo seus caminhos porque só ele sabe de todas as coisas!
Rio 08/08/2010
Fátima Brunet

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pessoas

Pessoas?
Como viver sem elas?
Ser um ermitão...
Viver só e sem ninguém no coração!
Se são tantas as alegrias recebidas
E da mesma forma imenso o aprendizado
Cada qual com sua história
E em cada história um legado
Assim, são inúmeras as trocas.
E diversos os prazeres
Prazeres amigos
Prazeres antigos...
Prazeres amantes
Em desejos infinitos...
Certos ou errantes
Pessoas?
Como viver com elas?
Ter que aceitar os predestinados como um irmão
Viver cercado de gente, viver em um turbilhão
Se são tantas as tristezas recebidas
E da mesma forma imenso o aprendizado
Onde as histórias se cofundem
Mas as almas não se tocam
E são muitos os desprazeres
E creiam são como inimigos
Inimigos antigos
Causando dissabores desgastantes
Menos certos, mais errantes
Nutrindo o desejo ardente de encontrar um fim
E nessas horas, ah nessas horas...Não sinto saudades nem de mim
Pessoas
Pessoas que amo
Pessoas que amei
Também aquelas a quem deixei de amar
As que pensei que amava , mas me enganei
Pessoas que me amaram sem eu ter pra dar
E as que não me amaram, mas acreditei
E todas que de saudades chorei
Pessoas que eu gostaria de ter conhecido
E outras tantas que desejei
As que tive que deixar ir
E as que tenho que suportar, enfim...
Todas que contribuíram com o meu ser
Todas contribuirão com o meu vir a ser
Cada emoção despertada seja por um amor...
Seja por um conflito, não importa, nos faz crescer.
Por isso, pessoas, as que me fizeram e me fazem bem...
Da mesma forma as que tentam me fazer mal
Estou aqui "poetisando" feliz, feliz também no etc e tal.
Fátima Brunet/set2008



Sentido



Não se descobre o que não se procura

Não venham a mim dizer que eu sou o que são

Farelos de trigo jogados no chão

Músicas ao longe da festa fútil, convencional

Buraco, poeira, asneira, besteira

E tudo se torna cômodo, fácil, perfeitamente absolvido



Eu escuto o mesmo som, ele ecoa lambendo o ouvido

Descendo ao ventre, subindo ao peito

Sujeito no verbo, no

gosto imperfeito



E eu fico, eu paro e reparo

Nas costas do tempo

Sou fera, sou anjo

O resto arranjo

E minha é a certeza de abraçar

Todo este meu ser, ser quem sou

Exatamente assim

Na certeza de que a cegueira alheia,

Não faz parte de mim






Por Fátima Brunet Poema publicado em coletânea no ano 2000

domingo, 1 de agosto de 2010



Este poema e este desenho, no qual também utilizei recursos de computação gráfica pra dar esse efeito esfumaçado, eu fiz em homenagem a minha avó materna que faleceu em 1998.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Olhares


Meus olhos foram feitos assim...
Eles vêem melhor o que sentem
Desta forma, por vezes,
O que para muitos é o começo,
Nos meus olhos pode ser o fim...
Sensação diferente esta certeza
Sim, diferente!
O que não me faz melhor nem pior
Sensação forte com ardor
Sensação que também causa dor!
Meus olhos procuram ao redor
E eu sinto, não estou só
Mas como é difícil encontrá-los!
Meus olhos foram feitos assim...
Porque enxergo o que se apresenta
Através desse sopro que vem do peito
Poesia, poesia!
Pulsa do meu jeito!
Incomensurável sentimento que em mim se desvanece
Incomensurável desejo que a mim só fortalece!
E me convida a ser quem sou
Redescobrindo que existo por mim.
A minha crença recusa a blasfêmia
E eu grito sem que necessite ser ouvida
O meu grito é mudo.
Ecoa nos ares, produz energia!
Meu grito é um não.
Segura de mim,
Eu não vivo em vão...
Vibro, sofro, amo, canto...
Feliz eu digo,
Feliz eu sinto,
Feliz eu sou!
Trago fumaça,
Lá estão as cinzas
Afrouxo as mordaças
É o tempo que passa...
É o tempo que chega
Papel em branco
Ouvindo o ditado do meu coração.
Fé, desejo, oração.
Vida, eu te quero sempre mais.
E podes ser como for...
Eu só não posso viver sem amor
Meus olhos foram feitos assim...
























Por Fátima Brunet/junho 2009

terça-feira, 27 de julho de 2010