quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Repensando


Já pensei que o que eu pensava era um pensamento comum
Já pensei que o que eu pensava vinha antes ou depois do pensamento de algum
Hoje penso que o que eu penso não é tudo, mas é um
Parece complicado para quem não quer entender
Mas complicado mesmo é quem só pensa no que vê
  • Fátima Brunet/julho de 2000
Esta foto foi retirada da Internet. Desconheço o nome do fotógrafo e também quem fez o trabalho de computação gráfica na mesma.

domingo, 24 de outubro de 2010

Alitta Thaumaturgo Mendes de Moraes

Alitta

Alitta Thaumaturgo Mendes de Moraes
17/02/1888 24/10/1976

Saudades Vó, há 34 anos.

Além de linda, você foi uma grande matriarca.

Sua personalidade forte, sua lucidez, suas gargalhadas, suas lições, sua esperteza, sua força,sua dignidade e honestidade... Todas as suas qualidades, mesmo com o passar do tempo, são inesquecíveis e me servem sempre de exemplo. Obrigada!

Amo você!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sonhos e felicidade...


Muitos sonhos se esfumaçam com o tempo, mas a felicidade é muito mais do que um sonho realizado, do que o efêmero, do não sei o que comprado. A felicidade consiste na certeza de que, mesmo que a nossa realidade nos pareça totalmente diferente daquela que imaginamos um dia nada nos falta a não ser a proporção maior do melhor que ainda podemos vir a ser... infinitamente, divinamente, incomensuravelmente. Além disso, só as saudades do que foi bom viver, no mais é...Viver...

Presença, doação, entrega, amor, dever cumprido, mais amor... Vida sadia! Para amanhã não ser preciso dizer:"eu era feliz e não sabia"


Obs: Eu tinha 10 anos nesta foto. Já me disseram que meu olhar está cheio de esperanças. É... nesse ponto os anos não passaram porque elas, as esperanças, continuam aqui. Aliás, que palavra bonita! ESPERANÇA...


Fátima Brunet out/2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Deus, meus dois grandes amores, o amor e eu


Nasci de um ato, um ato de amor

De criança à mulher e semelhante a milhões

Oscilei e oscilo entre o preto e o branco,

Mas em síntese, com os pés fincados em fortes alicerces sinto-me segura.

Prossigo vivendo o desafio da minha existência

Espero o que vem, mergulhando na onda cristalina da essência futura

Colho tudo o que vivo, desintoxico e levo à boca faminta de minha alma

Atenta a cada momento, o que nesse instante me passa...

O que no seguinte se esvai...

Escamo as ideias e os ideais

Assim imagino ser o que ainda não sei se serei



Já não me importa que comam e bebam

Dos restos que larguei em gomos sugados

No fruto do tempo do meu próprio Tao

Permaneço com a ambição insaciável de desvendar mistérios

Bebo as emoções de cada descoberta

Sôfrega pelo distante porém real infinito

E me exijo ser o mais humana

E não desejo que a vontade finde

Assim não choro das ausências felizes

E só levo colheres vazias às privações

Dos impalpáveis sentimentos

Do que não se prova

Do que não se faz matéria.



Então percebo o fôlego

A esperança que pulsa vermelha

A ira transmutada em desejo de mim

Sedenta de reflexo, me reconheço

Sacio, preencho, transformo

Renasço



Reconto a história

Do ato de amor

Do quinteto

Da família

De um homem e de uma mulher




Sublinho as determinantes determinadas

À ela a saudade criança

A sobra da sombra de tudo de belo que poderia ter sido




Com eles o O positivo, a forma uterina

O vácuo frio nos peitos órfãos




Para ele, grande alicerce

Gratidão, amor, admiração

Ele, que com poucas palavras

Soube nutrir-me sobre o que é

Respeito, dignidade,

Disciplina, afeto

Superação e verdade



Então...

Hoje, com passos firmes, espano os resquícios

Com cheiro de ranso

Sobrevivida para o que vem

Vivida pelo que vai

Sem tudo, por tudo, contudo

Agradeço a Deus, a mim e aos meus pais.







Fátima Brunet/set99